Mal chegamos em Picton que foi onde o Ferry nos deixou e já
seguimos viagem para a famosa e tão recomendada West Coast! Seguimos viagem até
Westport onde encontramos a Carter`s beach! E apesar desse sol maravilhoso
estar brilhando sobre nós, o frio aqui beira os 15C, chegando a uns 9C na
madrugada...
Quando vimos esse visual incrível dessa praia ficamos
morrendo de vontade de parar a viagem por hj e ficar o restinho do final da
tarde aqui, mas, para não sobrecarregar a viagem do dia seguinte, decidimos
seguir viagem!
| Carter`s Beach na West coast |
Seguindo pela West coast da ilha sul, fomos apreciando todo
o caminho incrível da costa até Punakaiki.
| Ele esta admirando a paisagem ou o swell? :-) |
Achamos pelo aplicativo um campersite na praia de Punakaiki
– essa praia foi altamente recomendada por uma amiga que mora aqui na NZ, então
decidimos parar o dia por aqui e curtir o visual.... e que visual!
| praia em punakaiki |
| Nosso campersite: Começando a escurecer em punakaiki |
| casinha :-) |
Ainda em Punakaiki, no dia seguinte fomos conhecer as
famosas Pancake rocks que ficam no Paparoa National Park.
É impressionante como a ação de milhões de anos de pressão no
fundo do mar e a erosão causada pelo mar e ventos acabaram formando essas rochas tão exóticas! Elas sao feitas de
limestone, um tipo de rocha que não é tão dura, por isso que ela acaba se
‘moldando’ e fica com esse formato de panquecas! Por isso o nome pancake rocks!
Além de Pancake rocks tem
muitas outras atividades para fazer dentro do parque! Dá para andar de stand up
no rio, altas trilhas, cavernas... Vale a pena passar por aqui!
Seguimos nosso caminho ate Greymouth e dai em diante pegamos
a estrada para o interior da ilha para tentar chegar até Fairlie, ou o mais
perto possível de Twizel. Paramos para almoçar numa cidadezinha micro chamada
Arthur’s Pass, que fica no meio das montanhas de Parque Nacional que tem o
mesmo nome da cidade. Almoçamos numa taverna muito característica, o dono dela
(que ja faleceu), foi o primeiro morador da cidade.. .ele criou o bar em 1929 e
desde então passou por algumas reformas, mas as paredes originais ainda estão
aqui...
No inverno isso tudo fica cheio de neve... e se já está frio
agora, imagina em julho? Rs
![]() |
| Bastante frio em Arthur's Pass.. rs |
Esse foi o dia ate agora que mais percorremos a estrada, foram
mais de 400km.
| paisagem e mais paisagem na estrada e as nuvens arredondadas... um mistério!! :) |
O mais próximo que conseguimos chegar de Twizel foi a cidade
de Fairlie, e como ja estava escuro, decidimos parar no top10 de Fairlie para
descansar.
Como estamos vivendo no campervan toda noite fazemos o nosso
jantar, e neste dia o prato era especial! Compramos todos os acessórios para
fazer um Pad Thai, que nós amamos! Fizemos tudo direitinho, cozinhamos o
brócolis, os cogumelos, compramos o molho pronto e os amendoins que na teoria
era só misturar... fácil! O resultado foi uma maçaroca doce ... acho que
exageramos no molho!
Fomos salvos pelo vinho branco e saladinha pronta para temperar
J
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| Nossa tentativa de Pad Thai |
No dia seguinte precisávamos chegar até Wanaka. E no caminho
fomos surpreendidos por paisagens incríveis dos 3 grandes lagos que beiram a
estrada.
São eles: Lake Tekapo, Lake Pukaki (o mais bonito na minha
opinião) e lake Ohau.
Foi nessa região dos lagos que já começamos a ver as
montanhas com os glaciais...Lindo de morrer!
A minha paisagem preferida ate agora foi essa.... Lake
pukaki com o mount Cook no fundo. No inverno todas essas montanhas ficam
cobertas com neve e o nível do lago sobe bastante. Acho que vamos ter que
voltar no inverno para ver, ne? Rs
| lake Pukaki e o Mount Cook cheio de neve |
O ultimo foi o Lake Ohau, tivemos que pegar uma estradinha
paralela para poder vê-lo.. desviamos uns 23km da rota.
A fome ja estava batendo, então paramos para comer num
restaurante de beira de estrada na cidade de Omarama. Era feriado da Páscoa,
então as estradas estão cheias de carros puxando seus mini barcos, motorhomes,
campervans com varias bikes acopladas e muitas, muitas famílias com seus filhos
pequenos.
Pelo caminho passamos por varias pontes que afunilavam em
uma pista só. Essa chamou muita a atenção! Olha que linda:
Finalmente chegamos em Wanaka! Ainda era dia, então pudemos
ver e curtir um pouquinho a cidade. Deixamos o campervan no Campsite Holiday
lake view de Wanaka e fomos das uma volta a pé. A vantagem desse campsite é a
localização, bem perto do lake Wanaka e dos barzinhos.
| lake wanaka |
Sentamos num bar e tomamos a tradicional cerveja local
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| Cerveja Brewski |
Wanaka é uma cidade muito charmosa, bem pequena mas ao mesmo
tempo aconchegante. Gostamos muito! Tivemos a impressão de ser cidade que as
pessoas vem pra passear, curtir o visual do lago, fazer um piquenique e uma
serie de outras atividades que a cidade oferece. Amei aqui.
E pra fechar essa noite gelada, uma belíssima lua cheia!
No dia seguinte depois de tomar um café da manha no sol
Arriscamos ir com o campervan
ate o Mount Aspiring para poder fazer a trilha Rob Roy Glacier (para ver os
glaciais). Eu digo arriscamos porque no dia anterior quando chegamos na cidade
o information center ja estava fechado (eram 17h..), então pegamos o carro e
fomos na raça! E foi raça mesmo!
O Gps apontava 51km de estrada, pensamos: ahn, tranquilo!!
A estrada mal começou e saímos do asfalto... era um estrada
de cascalho, aquelas rústicas, cheias de pedrinhas... a cada trepidada o nosso campervan tremia inteiro e agente se olhava com cara de ‘estamos fazendo
merda’! Tinha uma caravana de carros antigos fazendo o mesmo trajeto que
agente, isso deu força para continuar.
Pensamos em desistir algumas vezes, chegamos a pensar também
que o caminho estava errado, mas a placa dizia: Mount Aspiring ahead! Então
seguimos... Vacas e ovelhas soltas pela estrada, dai percebemos que a estrada
cortavam os pastos no meio.
Não bastava estar com o céu nublado e frio, como também
estava começando a chover. E agente dentro do campervan, se equipando e criando
coragem para sair e encarar a trilha. E lá fomos nós (com uma vontade gigante
de desistir e tomar um chazinho quente de camomila).
Varias vezes durante o trajeto ficamos nos sentindo como o
próprio Frodo desbravando as terras médias (nerdices a parte, a paisagem lembra
muito o filme).
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| Terras Médias no começo da trilha! |
Ainda bem que não desistimos e fizemos a trilha! O
tempo abriu assim que começamos a andar, e a chuva também parou.
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| começo da subida da trilha |
| Vista do ponto máximo da trilha! Coisa linda! |
E quando chegamos lá em cima a paisagem também tratou de
compensar tudo!
Uma amiga que veio pra cá recentemente havia nos recomendado
para fazer a trilha roys peek (que é aqui perto e dizem ser linda, mas vc não
vê os Glaciais), mas como nós dois nunca tínhamos visto um glacial antes,
optamos por fazer esta e ficamos muito satisfeitos!! J
O tempo total de trilha deu 4h, entre subir, descer e chegar
ate o carro.
Estava morta de cansada, mas valeu muito a pena, ainda bem
que nao desistimos!
E por mais nublado que o dia possa começar, não desista, no
decorrer do dia o sol abre! Essa foi a dica mais interessante sobre o clima que
eu já recebi e não é que foi muito verdade?! Todos os dias aqui na NZ amanheceu
nublado, e por volta das 12h o sol começa a esquentar de verdade e vem pra
ficar. Portanto passo a dica adiante: não desanime, o dia amanhece nublado e o
sol abre depois! J
Apesar do cansaço precisávamos seguir viagem até Queenstown.
Já que perdemos o passeio, acordamos cedo e fomos tomar café
da manha na cidade e aproveitar para conhecer ela durante o dia!
Achamos a cidade uma graça, nunca visitei a Suiça, mas me
senti nela aqui! Rs
Casas com aqueles telhados para neve, um estilo parecido com
Campos do Jordão mas bem, bem mais bonito! Tomei aqui o melhor chocolate quente
da minha vida, na cafeteria Chocolates Patagônia! Incrível! Lá também tem
sorvete – um mais apetitoso que o outro, mas como estava frio (10C) e ainda era
cedo, acabei não provando e fiquei na vontade!
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| O frio de 10C não intimida quem quer tomar café da manhã nas mesinhas da rua |
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| Domingo de páscoa em Queenstown: o povo todo na rua! |
Depois de dar uma volta pela cidade, pegamos a estrada de
novo! E quase na saída dela tinha um ponto de Bungee jump!! Eu sempre quis
pular, mas faltava coragem! Decidimos dar uma olhada...
Assistimos umas 6 pessoas pulando, eu fiquei oscilando entre
pular e desistir umas 80 vezes! O lugar é lindo demais e sabe quando vc tem a
sensação de que se não pular nesse lugar que é incrível não vai ter coragem de
pular em lugar nenhum mais na vida!? Bom.. O Pedro me apoiou e eu falei
Vamos!!!! Quando chegamos no caixa para comprar o Ticket, adivinha?
Não tinha mais vaga, estava lotado! De novo o feriado da
Pascoa acabou atrapalhando nosso passeio. Mas o melhor mesmo é reservar antes
para garantir, como eu não fiz isso, não posso reclamar mto né? Vou tentar de novo na Austrália.
Seguimos viagem rumo a Christchurch para devolver o
motorhome e pegar o avião de volta para Auckland e como a distancia Queenstown
-> Christchurch é de mais de 480km, dividimos em 2 dias para nao ficar mto
pesado. Achamos pelo app um campersite na costa leste, chamado Waitake Waters
na cidade de Waitake. Demos um oi para o pacifico e dormimos por lá!
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| O gelado Pacífico na praia de Waitake |
Fazendo um balanço sobre os 10 dias que ficamos aqui na NZ,
chegamos a conclusão que fizemos milagre! Rs
Percorremos 2.600km entre as duas ilhas e posso afirmar que
a ilha Sul merece muito mais atenção num roteiro para a NZ.
Quando montamos o nosso roteiro até chegamos a conversar de
retirar a ilha norte porque ja sabíamos que ela era a menos interessante
(comparado a ilha sul), mas como estamos dando a volta no mundo achamos
estranho simplesmente abandonar uma das ilhas... Então fizemos 3 dias de ilha
norte e 7 dias de ilha sul e mesmo assim foi pouco tempo. Acho que o roteiro
bom seria ter pelo menos 15 dias para poder fazer tudo com mais calma. Como
nossa viagem foi meio correria, percorremos uma media de 260km por dia (Teve
dia que chegamos a 400km), nosso principal destino na NZ foi a estrada e foi
isso que tornou essa viagem tão especial e única. Nós não tínhamos os
campersites reservados com antecedência e só definíamos o trajeto do dia
seguinte na noite anterior. Isso se chama liberdade! E gostamos bastante de
viajar assim... foi uma experiência e tanto!
A passagem pela Nova Zelândia foi inesquecível: a
experiência de viajar num campervan com liberdade + a natureza pura do país que
encheu nossos olhos com paisagens que vão ficar na memória pra sempre!
Próxima parada: Ilhas Fiji – praia e sol por favorrr, chega
de frio!


















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