terça-feira, 12 de maio de 2015

Tailândia: uma viagem pelo Budismo

De todos os lugares da nossa viagem esse era um dos destinos que eu tinha mais expectativa para conhecer.
Tailândia significa “terra livre”, isso porque é um dos poucos lugares do mundo onde não houve nenhum tipo de colonização estrangeira, ou seja, nenhum pais de fora esteve por aqui – muitos bem que tentaram, até mesmo os vizinhos Mianmar e Camboja mas ninguém conseguiu e os tailandeses tem muito orgulho disso.
Na pratica significa que toda a cultura antiga desse povo (bem antiga) ficou pura, não se misturaram com outras culturas e isso é muito rico.
Impossível falar da cultura forte da Tailândia sem falar no budismo. É mais que uma religião, é uma filosofia de vida (na minha humilde opinião), e eles vivem isso pra valer.

Apesar do budismo ter surgido na Índia e não na Tailândia, o budismo se espalhou amplamente por aqui. Um pouquinho da historia do budismo: Sidarta Gautama, o príncipe que vivia na Índia perto da cordilheira do himalaia se tornou o famoso Buda quando atingiu o nirvana buscando respostas para o sofrimento humano. Querendo respostas para o sofrimento da humanidade, o príncipe Sidarta com 29 anos (ô idadezinha viu...rs) abandonou sua família e seu reinado e seguiu rumo a floresta em busca de respostas para o sofrimento da humanidade. Partiu para a floresta em busca dos mestres espirituais da época, mas não conseguiu as respostas que buscava. Ficou vários anos refugiado nos bosques do Himalaia: Fez jejuns prolongados, meditou por dias sem se mover, sofrendo com frio, chuva, calor e só se alimentava de frutos... Dai um belo dia ele resolveu se banhar no rio e descansar sobre a sombra de uma figueira. Foi neste momento em que Sidarta virou Buda, que significa ‘o desperto ou o iluminado’. Ele atingiu o nirvana, que significa o mais alto grau de iluminação e consciência. Diz a lenda que ele conseguiu ver os infinitos mundos do universo, todas as suas reencarnações passadas e de todos os outros seres vivos. Foi assim que começou seu legado e o budismo nasceu. A historia continua e é longa! Rs Só uma curiosidade: Jesus era judeu antes de se tornar o grande mestre do cristianismo, assim como Sidarta que era hinduísta até se tornar o Buda. Enfim.. coincidências da vida...rs

Por que que eu contei tudo isso? Por que o budismo é uma raiz muito forte da cultura Tailandesa e seria impossível pra mim não decorrer sobre isso... Afinal, são centenas de templos budistas espalhados por todo o país inclusive tem um monte de foto deles aqui no post!

Ficamos 10 dias na Tailândia, sendo 3 em Bangkok, 4 em Koh Lanta e 3 em Chiang Mai.
Nossa viagem começou em Bankok, a capital do país.
A cidade é enorme e urbana: Prédios altíssimos, altos rooftops, chinatown, centro comercial super agitado, vida noturna... Me lembrou bastante SP, mas claro com todo o seu charme oriental – restaurane de noodles por todos os lados e dezenas de templos espalhados pela cidade.
No primeiro dia visitamos os principais: Wat Pho e o Grande Palácio Real (que tem o templo Wat Phra Kaew onde esta o Buda de esmeralda) – queríamos ter ido também no famoso Wat Arun que fica do outro lado do rio que banha o centro de Bangkok, mas eu confesso que estava bem sem energia, afinal estava me recuperando de uma mega infecção intestinal e os termômetros na rua marcavam 42C... Um calor abafado difícil de encarar. No dia seguinte descobrimos que ele esta fechado para reforma, então, não perdemos nada, mas com certeza ele esta na lista dos templos mais lindos de BKK.
O Wat Pho é o templo mais antigo de Bangkok e é nele que está a famosa estatua do Buda deitado de 43 metros, é impressionante de lindo. É muito comum ver estas estatuas do Buda onde ele aparece deitado, a lenda diz o seguinte: Ele já tinha seus 80 e poucos anos e estava doente, sabia que iria morrer. Ele se preparou para a morte banhando-se pela ultima vez no rio e deitou sobre o lado direito do corpo com a cabeça voltada pra o norte e o rosto para o poente esperando o momento do suspiro final para atingir o nirvana pleno (Através da morte). Esse é o momento simbolizado nas estatuas do Buda deitado J
Wat Pho e seu Buda deitado
Bangkok na minha opinião é uma das metrópoles mais religiosas que já visitamos (ainda não fomos pra Israel). Há monges por todos os lados (pegando busão, na fila do embarque do aeroporto, andando pela rua, etc), dezenas de templos pela cidade.

 Embora haja dezenas de grupos de Chineses barulhentos em quase todos os lugares até que temos conseguido apreciar os altares, a arquitetura dos templos e até rezar alguns segundos em silencio nos templos que passamos.
Os templos da Tailândia são especiais e bem diferente de tudo o que já vimos pelas nossas andanças pela Ásia (Camboja, Vietnam, Bali) eles tem uma arquitetura sinuosa, super dourados e uma mistura de detalhes coloridos que permeiam toda a parte de dentro e de fora dos templos.
Algo único no mundo.
O Grande Palácio Real é um conjunto de grandes construções que era a residência da família real da Tailândia até meados do século XX.
É dentro dele que tem o templo Wat Phra Kaew onde está a estatua do Buda de esmeralda que por alguma razão não pode ser fotografado.
Templo onde está o Buda de esmeralda - não pode tirar foto lá dentro
Guardiões do templo


Tanto no Wat Pho quanto no Grand Palace vimos centenas de imagens de Budas sentados que foram colocados lado a lado em volta dos templos. Cada um em um estado de conservação bem diferente do outro. Após as diversas guerras que a Tailândia sofreu foram encontrados no interior do país essas estatuas de Budas que provavelmente estavam largadas, jogadas em qualquer lugar. Aos poucos o Rei mandou trazer estas estatuas para os templos de Bangkok.
Budas que foram encontrados pelo interior, agora agrupados nos templos de Bangkok
No dia seguinte optamos por fazer o passeio de um dia inteiro até Ayutthaya, que fica a 40km de Bangkok e foi a primeira capital da Tailândia.
Ela foi uma capital muito próspera e foi uma cidade bem importante durante 417 anos e durante esse período uma grande quantidade de palácios e templos foram construídos. Hoje restam muitas ruinas, que foram destruídas pelas constantes guerras com os vizinhos em nome do ouro e da conquista de territórios.
O nome da cia que nos levou ate lá é River Sun ruise e funciona assim: vc vai de busão estilo fretado e volta para Bangkok de barco através do rio que banha a cidade. Tirando a parte ‘excursão’ de ir em grupo, até que foi legal, mas na minha opinião não valeu tanto pena pq vc leva um dia inteiro para fazer um passeio que se fizesse por conta própria não levaria nem metade do tempo gasto, e no nosso caso como temos pouco tempo em cada cidade, cada hora a mais conta! rs

O primeiro templo foi o Wat Mahathat , que tem mais de 600 anos de idade e hoje esta sobre ruinas. Ele foi amplamente atacado durante a guerra contra os Burmenses (hoje é o povo de Mianmar) que tentaram tomar Ayutthaya dos Tailandeses mas não conseguiram. De qualquer forma, teve muita destruição e o mais curioso é que os burmenses arrancaram as cabeças de todos os Budas deste templo, então andando por ele vc pode ver várias estatuas de Budas sem as cabeças.
A estatua mais curiosa é essa da foto aí de baixo, onde o efeito do tempo fez com que a arvore praticamente abraçasse  a cabeça solta do Buda.. impressionante.


Outro templo legal para se visitar é o Wat Na Phra Mane que fica dentro de um monastério.

 E pro ultimo fomos num templo que hj esta a céu aberto provavelmente por conta da destruição das guerras e não se sabe nada sobre sua historia. Mas nele tem um Buda enorme deitado feito de pedra e coberto com um grande manto amarelo. Impressionante!


Voltamos para Bangkok num grande barco e através do rio que corre a cidade, o famoso Chao Phraya.
Fechamos a nossa ultima experiência em Bangkok com um jantar no rooftop do nosso hotel, o sky bar ZOOM com uma vista incrível da cidade

Skyline de Bangkok
Faltou conhecer bastante coisa em Bangkok, como tínhamos só 2 dias inteiros, tivemos que priorizar o que faríamos, além do mais o calor de 42C acaba com qualquer um, então o nosso pique para andar que geralmente é muito bom estava meio abalado e não conseguimos fazer as nossas andanças! É muito fácil se locomover em Bangkok, vc pode andar de tuktuk, taxi-meter (São os taxis com taxímetro) e ainda pode optar pelo air-trem que passa por cima da cidade inteira e da pra ir pra todo o canto. Tem que tomar muito cuidado com os taxistas, mesmo pegando um taxista com taxímetro na ida para o aeroporto, o ladrão queria cobrar 3x mais do que o preço que tínhamos pagado na ida, alguns deles simplesmente nao aceitam ligar o taxímetro e ai começamos a brigar com o taxista, cheguei a dizer que eu ia ligar pra policia.. .olha o nível. Ficamos super tensos, o cara parou o carro no meio da rua e mandou a gente sair... Mas quando ele ouviu a palavra ‘police’, resolveu ligar o taxímetro e pagamos o valor honesto da corrida. Ufa...

Se tivéssemos mais 2 dias em Bangkok com certeza daríamos uma bela volta a pé pelo centro da cidade, percorreríamos os outros templos que tem perto do Wat Pho, almoçaríamos em Chinatown e faria uma aula de culinária thai pq amo a comida deles, mas tivemos que seguir viagem rumo as praias!

Usamos a ilha de Koh Lanta como base (redundante, pq Koh significa ilha..rs) que fica perto de Koh Phi Phi.
Chegamos pelo aeroporto de Krabi e além do trajeto de carro pegamos mais 2 balsas! O que chamou bastante a nossa atenção nesta parte sul da Tailândia foi encontrar tanto muçulmano já que é um país super budista. Aqui 95% da população é muçulmana, influencia do vizinha Malasya que fica bem perto dessa região onde ficamos.
O nosso hotel fica no extremo norte da koh lanta, mas se fosse dar um conselho diria para se hospedar na ponta sul da ilha que é onde tem as praias mais bonitas e o buchicho!
Na noite que chegamos teve um jantar especial no hotel ao ar livre com musica Thai e muita comida gostosa pra experimentar! Lá fomos nós.
Esse foi um dos jantares mais legais que tivemos na Tailandia.
Noite de lua cheia no primeiro jantar em Koh lanta
Meu Pad thai sendo preparado - de lamber os beiços!
No primeiro dia pegamos um carro para percorrer a ilha e chegar na ponta sul.
Praia ao sul de Koh lanta: bamboo beach
Achamos esse restaurante com vista para a praia e curtimos um almoço por ali. É engraçado como tudo aqui é muito simples, as vezes vc encontra um lugar para comer e nao dá nada sabe? Quando a comida chega vc se surpreende e tira os preconceitos de que só lugar bonito e arrumadinho valem a pena. Esse restaurante foi uma boa surpresa!

a vista do restaurante 'achado'
 Terminamos esse dia tomando uma pina colada e contemplando um pôr-do-sol maravilhoso (a pina colada é uma pequena tradição nossa e ela sempre aparece em pores-do-sol que são incríveis com direito a trilha sonora ‘Escape’ do Jack Johnson)
Nós, o por-do-sol e nossas pina coladas
O por do sol em Koh Lanta
No dia seguinte pegamos o barco para ir até Koh Phi Phi. Compramos os tickets numa agencia de viagem local chamada Apple travel que super recomendo (que  foi onde alugamos o carro – alias, o carro q alugamos era da dona da agencia, aqui tudo é muito pequeno e familiar, mas eles trabalham duro viu, pode confiar). 
Deu 1 hora de barco e já estávamos em Phi Phi – que me surpreendeu por ser tão pequenininha.

phi phi
Mas o que queríamos mesmo é pegar aqueles barcos de madeira e ir ate a famosíssima Maya bay que é conhecida por ter uma praia maravilhosa onde foi filmado o filme ‘A praia’ com o Leonardo Di Caprio. Maya bay faz parte de Koh Phi Phi mas vc só chega lá de barco.


Nao tem nada em Maya Bay, o que eu quero dizer é que nao tem hotel, nem restaurante nem nada! Maya Bay é um parque marinho protegido, ou seja, vc só consegue passar algumas horas por lá mas vale muito a pena... É lindo demais!

O barco ronda a ilha inteira e ele vai parando em alguns pontos de snorkel, a agua é muito verde, demais!
seguindo rumo a maya bay
Pegamos baixa temporada, a ponto de ter restaurantes e bares fechados, mas em Maya bay estava lotado! Varias excursões de Chineses em barcos enormes (impressionante como eles estão em todos os lugares e andam literalmente em bando). Quase impossível fazer uma foto sem pessoas no fundo, mas quase conseguimos...

Maya bay

Maya Bay

Voltamos pra Phi Phi, pegamos o barco e voltamos para a nossa ilha.

No dia seguinte partimos para fazer uma aula de Yoga! Nós estávamos precisando praticar urgente, e mais do que isso eu estava me devendo essa aula de yoga desde Bali, quando peguei a infecção e não consegui fazer.
Achamos pelo Trip advisor um super estúdio de Yoga ao ar livre e com vista pro mar e o melhor com excelentes reviews.

Foi revigorante!
Studio de yoga Óasis
Queríamos ter feito o mergulho neste dia, mas como eu disse antes, a viagem é feita de escolhas e neste caso priorizamos a yoga por ser algo que estava realmente fazendo falta! Também ficamos com receio do mergulho ser ruim, ja que o da Austrália não foi tão legal pq a visibilidade embaixo d’agua não estava boa... enfim, não fizemos! Mas tem vários lugares de mergulho na ilha, opção eh que não falta. O lugar mais famoso para fazer mergulho aqui na Tailândia é Koh Tao, dizem que é o lugar que mais emite certificado de mergulho do mundo... isso na minha opinião não é bom sinal... rs O mergulho na Tailândia fica pra próxima! ;)

Koh Lanta é bonita, tem um centrinho fofo, mas eu acho que se fosse fazer a viagem de novo (E tivesse $$)  ficaria com base em PhiPhi mesmo porque no final tudo está lá, e a praia é tao bonita quanto Koh Lanta.

Partimos para o ultimo destino: Chiang Mai que fica no norte do país.
Eu amei esse lugar, mais do que Bangkok!
Chiang Mai é grande mas não é uma grande metrópole com grandes prédios, ela tem ruas pequenas e estreitas, tem florestas, tem mercado noturno, tem muitos templos...Achei mais aconchegante por ser uma cidade menor.

O centrinho é marcado no mapa da cidade em forma deum quadrado e nesta região estão concentrados os hotéis, bares, restaurantes e templos da cidade. Tem bastante coisa que acontece “fora do quadrado” mas é dentro dele que vc consegue fazer tudo a pé. O quadrado era a antiga cidade de Chiang Mai que era protegido por muralhas, por isso o formato de quadrado. As ruinas da muralha estão lá até hj.
No nosso primeiro dia demos conta de conhecer os 3 templos mais conhecidos e que não dá pra perder.
O primeiro deles é o Wat Phra That Doi Suthep. Ele fica no alto das montanhas, é afastado da cidade e vc pode ir de taxi, ou os pequenos ônibus que a cidade oferece e pagar bem barato – dá uns 20 minutinhos.

Você começa subindo uma escadaria de 300 degraus e logo na entrada essas crianças fofas roubaram a cena! Todo mundo querendo pegar uma pose delas

Chegando lá em cima, entramos no templo que tem uma parte a céu aberto e alguns pequenos espaços fechados onde haviam monges dentro. Você pode conversar com eles, rezar com eles... só nao pode chegar muito perto..rs (já conto o porquê)


Eu nunca vi tanta estatua de Buda na minha vida! Tinha de todos os tamanhos, de pedra, dourada, pequena, grande, tudo muito suntuoso! A arquitetura dos templos são únicas, c pode passar alguns bons minutos só admirando e admirando (isso se os chineses deixarem... rs)


Além de muito turista tem muitas pessoas que vem pra cá rezar, agradecer, ascender seu incenso  e oferecer uma lótus ao Buda.

E entre uma porta e outra um altar para rezar....

Resolvemos entrar em uma delas e conversar com o monge. Ele amarrou uma pulseira em nosso braço, e enquanto amarrava fazia uma reza.
Ao final, eu perguntei pra ele se podia tirar uma foto com ele, e ele sem muita expressão no rosto disse ok. Quando eu fui me aproximar para sentar ao lado dele a cara dele mudou! Ele ficou desesperado! Dizia: no woman, no woman, no woman! Fiquei super sem graça e me afastei. .. rs Depois ele falou que não podia chegar perto de nenhuma mulher, e me ofereceu para tirar a foto com a estatua de cera do monge que estava ao lado (Esse monge é um missionário super reconhecido por aqui e que já faleceu e em homenagem eles fizeram a estatua de cera) rsrs Bom lá fui eu né, é o que tem pra hoje...
Foto com o monge de cera: Feliz da vida com a minha pulseira abençoada por um monge mas um pouco assustada com a cara que ele fez quando me aproximei..rs
A parte de fora deste templo tem uma vista linda, da pra ver toda a cidade de Chiang Mai, mas infelizmente naquele dia eles estavam em obras bem no parapeito do muro para onde tem a vista para a cidade e por isso a foto da vista não ficou legal..
Depois de rezar as pessoas saem tocando essa sequencia de sinos


sinos que após a reza habitual, devem ser tocados, um por um
Partimos para o centro da cidade, o famoso quadrado para poder conhecer os outros 2 templos.

Começamos pelo Wat Phra Singh e já era a hora do almoço.

Inusitadamente haviam vários monges almoçando dentro do templo, bem na lateral dele.
A própria comunidade oferece a comida pra eles.

Ficamos ali um tempo sentados admirando o altar e esperando o fim do almoço dos monges para ver se algo acontecia.


De repente eles terminaram de comer, retiraram as mesas, limparam os pratos, e foram se agrupando no chão.
Logo depois eles começaram a rezar em conjunto... foi muito lindo poder viver isso de perto.

Antes de seguir para o próximo templo paramos em uma casa de chá super legal chamada Kalapela  Ela fica no caminho entre um templo e outro e encontramos pelo tripadvisor – detalhe que esse lugar é o #2 para se comer&beber em Chiang Mai. O lugar é incrível! Super charmoso, limpinho, tem uma atmosfera muito legal e o dono é um japonês muito simpático que tratou a gente muito bem. Tomamos um belo chá gelado e beliscamos alguns petiscos antes de seguir. Esse lugar tem que conhecer, vale a pena.
casa de chá 
E por ultimo fomos para o Wat Chedi Luang que é um dos templos mais antigos de Chiang Mai. Na parte da frente o templo que foi construído mais recentemente



E atrás dele ainda tem a pagoda do templo original

 Neste ultimo não se podia entrar, só ficamos admirando de fora mesmo.
No alto dele tem um buda gigante... lindo demais. Toda vez que vejo estes templos bem antigos com essas escadarias super inclinadas que quase não tem degrau fico imaginando como estas pessoas subiam e desciam destes templos... É um desafio.

A chuva estava começando a armar, e como o dia foi bem puxado, decidimos fazer uma autentica massagem Thai até a chuva passar.
Andando pelas ruazinhas achamos ao acaso uma casa de massagem thai.
 A entrada é super pequenininha, vc não da nada. Foi só a gente entrar que o toró começou. Fizemos 2 horas de massagem e pagamos muito barato fora que a massagem foi top.
Pra quem gosta de massagem e está na Thailandia a massagem thai é obrigatória.
A massagem começou assim: carinho nos pés, depois nos levaram para o quarto pra e fomos massacrados no bom sentido pelas mãos e cotovelos dessas moças! J
Esperamos o tempo passar num café ate começar a escurecer, pois sábado é dia de mercadão de rua. 

Aqui eles chamam de ‘Saturday night Market ’ que acontece na rua WuaLai road todo sábado (Tem de domingo também mas é em outra rua).


É uma mistura de mercadão com feirinha a céu aberto e tem de tudo: comidinhas, artesanatos, souvenirs, roupas, peixaria, objetos de decoração e até artistas tentando seu talento ganhar um dinheirinho com seu talento, enfim de tudo.
Mandamos ver esses guiozas!
Nós entramos na dança e comemos guioza, chicken satay e o Pad thai.
nosso pad thai.. humn
E vivendo a experiência no limite chegamos perto dessa barraca que vendia insetos!!! Isso mesmo, insetos fritinhos pra comer mesmo.
Esse nao tivemos coragem de experimentar, mas vamos lembrar disso quando vimos um grilo ..rs
 
Vai um grilo frito? 
E pra fechar esse casal Thai que estava cantando e dançando no meio do povo, isso aqui é imperdível.
casal Thai fofo tentando ganhar uns trocados com a dança (dela) e  musica (dele)
No dia seguinte fomos visitar uma fazenda que cuida de elefantes.
O dono se chama Loolu (procure por loolu tour no trip advisor) e foi uma amiga que veio pra cá recentemente que me recomendou.
Tem infinitas opções de passeio para ver os elefantes asiáticos não só aqui em Chiang Mai mas tb em Bangkok, mas o que sempre passa pela nossa cabeça é: seraá que esse animal é bem tratado? Até é que ponto ele esta sendo explorado em nome do turismo? Bem, o que diferencia o Loolu dos grandes parques de Elefante é que ele pega os elefantes que estão sendo mal cuidados pelos parques e traz para a sua fazenda. São só 4 elefantes, sendo 2 fêmeas grandes, 1 bebê fêmea e um macho. Ele também limita o numero de visitar a 6 por dia – enquanto os demais parques na alta temporada chegam a levar quase 1000 pessoas para brincar e passear com os elefantes. Foi uma experiência bem intensa eu diria, passamos algumas horas no habitat dos elefantes, vivendo a rotina deles.


Primeiro vc da de comer, depois brinca na lama, depois dá banho e da de comer novamente. Eu preciso confessar que não tive coragem de me enfiar na lama nem na agua para dar o banho, mas fiquei bem feliz em brincar com eles fora da lama e dar de comer! Foi muito legal! Já o Pedro se aventurou 100%.


Vc termina a brincadeira todo sujo, cheio de lama, mas lá tem chuveiro e a estrutura para tomar banho, só tem que levar troca de roupas e toalha pro banho.
Pra quem quer viver uma experiência no limite com os elefantes esse é o ideal.
Os elefantes bebes são muito fofos, vem atrás de vc para brincar... foi demais!

Eu adorei Chiang Mai e o que ficou de fora foram 2 coisas que eu gostaria muito de ter feito mas como sempre temos que priorizar: Visitar a vila das mulheres de pescoço longo, fazer a aula de culinária e o ir no parque dos tigres, além de outros 2 templos que gostaria de ter visitado.

O mercado noturno é imperdível! Mas é mandatório aqui andar de repelente o tempo todo, e dentro dos templos mulher só entra com as pernas e ombros cobertos – ou seja, nada de short, saia ou regatinha.

Foram 9 dias muito intensos na Tailandia, a beleza desse país fascina, a comida é incrível, o povo é simpático, a religião (ou filosofia) budista é linda de viver...

E o próximo destino na Ásia é ainda mais intenso - próxima parada: Índia.














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